Agressor que espancou Samuel da Silva, de 39 anos, no Residencial Parque Colinas, em Assis, tornou-se réu na Justiça após o juiz aceitar a denúncia do Ministério Público por homicídio consumado com dolo eventual. Na mesma decisão, a prisão temporária foi convertida em preventiva, mantendo o acusado preso por prazo indeterminado durante o andamento do processo.

Samuel da Silva, de 39 anos, enfrentava problemas com alcoolismo. Foto: Arquivo pessoal.
A denúncia foi apresentada na quinta-feira, 5, pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga e acolhida pelo Judiciário no dia seguinte. Na mesma decisão, o juiz recebeu a denúncia, tornando o acusado réu, e converteu a prisão temporária em preventiva, determinando que ele permaneça preso por prazo indeterminado durante o andamento do processo.
A investigação foi presidida pelo delegado de polícia Giovani Bertinatti, responsável por reunir os elementos que embasaram a acusação. Durante a apuração, foram coletadas provas e depoimentos que apontam que Samuel foi agredido e espancado, vindo a morrer em decorrência das lesões, tendo como causa traumatismo crânio-encefálico.

Delegado Giovani Bertinatti, responsável pela condução do inquérito policial. Foto: Polícia Abordagem
O crime ocorreu na noite de 24 de fevereiro, no Residencial Parque Colinas, em Assis. Conforme apurado pela Polícia Civil, e também a partir de um vídeo divulgado pelo próprio agressor, Samuel — que enfrentava problemas com alcoolismo — foi violentamente atacado após o furto de um “corote” de pinga no estabelecimento comercial do autor das agressões. Gravemente ferido, ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu às lesões provocadas pelo espancamento.

Local em frente ao CEU, no Residencial Parque Colinas, onde Samuel caiu após as agressões e foi socorrido pelo SAMU. Foto: Abordagem
Com base no conjunto de provas reunidas durante o inquérito, o Ministério Público entendeu que o agressor assumiu o risco de produzir a morte da vítima, circunstância que caracteriza o dolo eventual, e formalizou a denúncia.
Na sexta-feira, 6, ao analisar o caso, a Justiça aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público, tornando o comerciante réu no processo criminal.
Na mesma decisão, o juiz também converteu a prisão temporária em prisão preventiva, determinando que o acusado permaneça preso por prazo indeterminado durante o andamento do processo.
Com isso, o comerciante denunciado pelas agressões segue detido enquanto responde à ação penal, que agora avança para as próximas fases na Justiça.
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