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JUSTIÇA

Mulher atacada a faca em frente à Caixa tem caso julgado pelo Tribunal do Júri em Assis

Acusado responde por duas tentativas de feminicídio e lesão corporal.

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Mulher atacada a faca em frente à Caixa tem caso julgado pelo Tribunal do Júri em Assis

O Tribunal do Júri de Assis realiza nesta quarta-feira, 19, o julgamento de J. V. M., acusado de duas tentativas de feminicídio e de lesão corporal envolvendo violência doméstica. Um dos episódios de maior gravidade ocorreu em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na Avenida Nove de Julho, onde a vítima, identificada pelas iniciais J. M. L., foi atacada a faca.

A sessão acontece no plenário da Câmara Municipal de Assis e é presidida pelo juiz Lucas Silva Barreto. A acusação é conduzida pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga. A defesa de J. V. M. é realizada pelos advogados Marcos Vinicius Alves da Silva e Laerte Henrique Vanzella Pereira, do escritório Alves & Vanzella Advogados Associados.

O processo reúne três episódios ocorridos no final de julho de 2025. Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia 25 de julho, J. V. M. teria agredido uma mulher durante uma situação de violência doméstica, utilizando um pedaço de madeira para atingir sua perna, provocando lesão de natureza leve.

Dois dias depois, em 27 de julho, conforme sustenta a acusação, ocorreu a primeira tentativa de feminicídio. Após uma conversa relacionada a um relacionamento do passado, J. M. L. teria deixado a residência e fugido pela via pública.

Segundo o Ministério Público, a vítima percorreu cerca de dois quarteirões antes de ser alcançada por J. V. M., que teria utilizado um garfo para golpeá-la na cabeça.

Ferida e sangrando, J. M. L. conseguiu fugir e buscou abrigo em um imóvel próximo. A denúncia relata que, no dia seguinte, 28 de julho, o acusado teria ido ao local à procura dela. Ao ser avisada da presença dele, a vítima teria se escondido em um banheiro.

Ainda conforme a acusação, durante o período em que esteve no local, J. V. M. teria repetido que a mulher morreria.

O segundo episódio tratado pelo Ministério Público como tentativa de feminicídio ocorreu na manhã de 30 de julho de 2025.

Segundo a denúncia, J. V. M. sabia previamente que J. M. L. iria até a agência da Caixa Econômica Federal, na região central de Assis, para sacar o benefício Bolsa Família.

Ao perceber que a vítima havia chegado e se dirigido aos caixas eletrônicos, o acusado teria se aproximado e iniciado o ataque com uma faca. Conforme a acusação, os golpes atingiram o pescoço e as costas da mulher.

Ainda segundo o Ministério Público, após a primeira sequência de agressões, J. V. M. teria ido para a parte externa da agência e aguardado a saída da vítima.

Acreditando que o ataque havia terminado, J. M. L. deixou a agência, momento em que teria sido novamente perseguida. De acordo com a denúncia, o acusado voltou a golpeá-la com a faca, atingindo também sua cabeça.

Após o ataque, J. V. M. teria fugido do local. A vítima permaneceu próxima de pessoas que estavam nas imediações até receber atendimento do Corpo de Bombeiros. Posteriormente, foi encaminhada a uma unidade de saúde.

A ação ocorrida na agência bancária, segundo o Ministério Público, foi registrada por câmeras de segurança, e as imagens passaram a integrar a investigação.

A acusação sustenta que as duas tentativas de feminicídio foram praticadas por motivo fútil, relacionado a conversas sobre relacionamentos anteriores da vítima.

O Ministério Público também aponta emprego de meio cruel e, no episódio ocorrido na Caixa Econômica Federal, recurso que teria dificultado a defesa da mulher, já que ela estaria desprevenida no momento em que foi atacada.

O Conselho de Sentença é responsável por analisar as acusações e decidir sobre os crimes atribuídos a J. V. M. Após a votação dos jurados, caberá ao juiz presidente formalizar a sentença de acordo com o resultado do julgamento.

O Abordagem Notícias acompanha a sessão e atualizará as informações após a decisão do Tribunal do Júri.

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