No início da tarde desta sexta-feira, 08 de maio, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador João Doria (PSDB) prorrogou a quarentena em todo o estado de São Paulo até o dia 31 de maio. Não haverá a flexibilização. Há no momento 3. 416 óbitos, segundo dito na coletiva.
"Teremos que prorrogar a quarentena até o dia 31 de maio. Queremos, sim, em breve juntos poder anunciar a retomada gradual da economia como, aliás, está previsto no Plano São Paulo. A experiência de outros países, e nós temos utilizado essas experiências aqui, mostra claramente o colapso da saúde e, quando isso acontece, paralisa tudo", expôs Doria.
O governo tencionava ter entre 50% e 60% para iniciar a flexibilização da quarentena, mas as autoridades de saúde apontam que a taxa ideal seria de 70%. O estado nunca chegou ao valor ideal, sendo as maiores taxas de 59% sendo registradas apenas aos domingos.
A decisão de manter a quarentena foi com base em dados pelo Centro de Contingência da Covid-19, que é liderado pelo infectologista David Uip.
Segundo a coletiva, de ontem para hoje houve um aumento de 5% de casos no Estado, e de 6% de óbitos.
O secretario de Saúde do Estado de São Paulo, José Henrique Germann Ferreira disse que a prorrogação tem de estar acompanhada de uma melhora na taxa de isolamento, entre 55% e 60%. "Se não conseguirmos isso teremos problemas com atendimento de pacientes".
Sobre a flexibilização da quarentena, Dória disse que, neste momento, prejudicaria o sistema de saúde e a recuperação econômica.
"Na região metropolitana um aumento de 760% em apenas 30 dias. Em um mês, 760%. Estamos todos atravessando o pior momento desta pandemia. Só não reconhece, vê, percebe, aqueles que estão cegos pelo ódio ou pela ambição pessoal. Autorizar o relaxamento agora seria colocar em risco milhares de vidas, o sistema de saúde e, por óbvio, a recuperação econômica", afirmou.
Redação Abordagem
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