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Falsas agentes de saúde usavam biometria de idosos para aplicar golpes bancários

Operação Tróia localizou seis investigados em São Paulo e apreendeu 21,8 quilos de drogas.

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Falsas agentes de saúde usavam biometria de idosos para aplicar golpes bancários

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (14), a Operação Tróia, para investigar fraudes bancárias contra idosos e aposentados praticadas por pessoas que se passavam por agentes de saúde. A ação foi realizada pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Presidente Prudente, vinculada ao DEINTER-8, com cumprimento de mandados de busca e apreensão na capital paulista.

Durante as diligências, seis investigados foram localizados. Os policiais apreenderam celulares, máquinas de cartão, chips de telefonia, jalecos, uma peruca e um equipamento de massagem, materiais que podem ter sido utilizados para simular atendimentos domiciliares e conquistar a confiança das vítimas.

Em um dos imóveis vistoriados, a equipe encontrou 13 quilos de cocaína e 8,8 quilos de maconha, totalizando 21,8 quilos de drogas. O responsável pelo local foi preso em flagrante por tráfico de drogas. A ocorrência foi apresentada na 2ª Delegacia de Capturas (DOPE), que prestou apoio à operação.

Como funcionava o golpe

De acordo com a investigação, mulheres se apresentavam falsamente como agentes de saúde e ofereciam supostos atendimentos domiciliares. Após entrarem nas residências, elas obtinham a biometria facial das vítimas para acessar contas bancárias e abrir outras contas de forma fraudulenta.

O grupo teria se aproveitado da pouca familiaridade dos idosos com ferramentas digitais para realizar operações sem autorização, incluindo a contratação de empréstimos e a antecipação do 13º salário.

Segundo a Polícia Civil, os valores eram inicialmente transferidos para contas abertas fraudulentamente em nome das próprias vítimas e, posteriormente, distribuídos de forma fracionada para outros integrantes do grupo, dificultando o rastreamento dos recursos.

O nome da operação faz referência ao cavalo de Troia, estratégia usada para entrar em um ambiente protegido sob uma aparência inofensiva. Nesse caso, a oferta de atendimento de saúde teria sido utilizada como disfarce para acessar as residências e cometer as fraudes.

As investigações continuam para esclarecer a participação de cada envolvido, analisar os materiais apreendidos e rastrear o destino do dinheiro movimentado.

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Orientação à população

A Polícia Civil orienta que a população confirme a identidade dos profissionais e a finalidade das visitas diretamente com a unidade de saúde responsável, por meio de canais oficiais.

Pedidos de acesso a aplicativos bancários, fornecimento de senhas ou reconhecimento facial sob o pretexto de atendimento de saúde devem ser tratados com cautela.

Em caso de movimentações bancárias desconhecidas ou suspeita de golpe, a orientação é procurar imediatamente a instituição financeira, preservar extratos e comprovantes e registrar boletim de ocorrência.

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