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#ForaTelma vs. #ForçaTelma

#ForaTelma, #ForçaTelma... e se o que Assis precisasse fosse de #SomosAssis?

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#ForaTelma vs. #ForçaTelma

Acordei hoje e, como muita gente, encontrei as redes sociais divididas. De um lado, publicações defendendo o #ForaTelma. Do outro, mensagens de apoio com a hashtag #ForçaTelma. Enquanto lia os comentários, fiquei pensando que talvez estejamos discutindo a pessoa errada.

Não porque a prefeita deixe de ter responsabilidades. Pelo contrário. Ela foi eleita democraticamente para administrar Assis e responder pelos atos de sua gestão. Isso faz parte da democracia e continuará sendo assim até o último dia de seu mandato. Da mesma forma, quem discorda da administração tem todo o direito de cobrar, fiscalizar e manifestar sua insatisfação.

O que me preocupa é que, no meio dessa disputa, a cidade parece ter deixado de ser o assunto principal.

Assis atravessa um momento que poucos imaginavam viver. Nossa cidade passou a aparecer em noticiários, programas de televisão e redes sociais por denúncias, investigações e conflitos políticos. Independentemente de quem tenha razão ou de como tudo isso terminará, há uma consequência que já existe: a imagem do município foi atingida.

Quando uma cidade perde credibilidade, todos perdem um pouco. Perde quem empreende, quem busca investimentos, quem trabalha no serviço público, quem representa instituições e, principalmente, o cidadão que apenas deseja viver em uma cidade respeitada.

É por isso que considero a leitura do relatório da CPI um momento importante. Não porque ela represente uma sentença definitiva, mas porque encerra uma etapa de investigação conduzida pelo Poder Legislativo e abre outra, talvez ainda mais importante: a das providências.

A comissão fez o trabalho que lhe cabia. Investigou, ouviu pessoas, reuniu documentos e apresentará suas conclusões. A partir daí, cada instituição precisará assumir a responsabilidade que a lei lhe atribui.

Se houver elementos que justifiquem novas investigações, caberá ao Ministério Público analisá-los e decidir quais medidas deverão ser adotadas. Caso entenda que existam fundamentos para isso, poderá recorrer ao Poder Judiciário para solicitar medidas cautelares, inclusive o afastamento temporário de agentes públicos, quando houver risco concreto para a continuidade das investigações ou para a preservação das provas.

A decisão, porém, nunca será política; será judicial, baseada nos elementos apresentados. Foi assim em outros municípios brasileiros e, se houver necessidade, também poderá acontecer em Assis. Se não houver fundamento jurídico, as investigações seguirão seu curso normalmente.

Da mesma forma, caberá ao Poder Executivo demonstrar qual será sua postura diante das conclusões da CPI. Aqui ressalto a base partidária da gestão. Independentemente do conteúdo do relatório, a população espera respostas, transparência e, principalmente, disposição para enfrentar os problemas que eventualmente forem apontados.

Uma administração se fortalece quando enfrenta as dificuldades de frente, e não quando faz de conta que elas não existem.

É justamente por isso que penso que estamos usando as hashtags erradas.

O #ForaTelma é uma posição política absolutamente legítima. Quem acredita que a cidade precisa mudar de governo terá a oportunidade de defender essa ideia nas eleições de 2028.

O #ForçaTelma também é legítimo. Quem entende que a atual gestão merece continuar ou acredita que ela saberá superar esta crise tem o direito de manifestar esse apoio.

Mas nem o #ForaTelma resolve os problemas de hoje, nem o #ForçaTelma responde às perguntas que a população faz neste momento.

A discussão sobre quem governará Assis pertence às urnas.

A discussão sobre o que será feito por Assis começa depois da leitura da CPI.

Talvez esteja na hora de substituirmos as hashtags que nos dividem por uma que nos lembre aquilo que temos em comum.

#SomosAssis.

Porque, antes de sermos governo ou oposição, somos moradores da mesma cidade. Antes de defendermos candidatos ou partidos, compartilhamos os mesmos desafios, utilizamos os mesmos serviços públicos, queremos oportunidades para nossos filhos e desejamos que Assis volte a ser notícia por aquilo que constrói, e não por aquilo que desgasta sua imagem.

No fim das contas, prefeitos passam. Vereadores passam. Mandatos terminam. As disputas políticas mudam de protagonistas a cada eleição.

Assis, não.

Ela continua aqui.

É por isso que acredito que a pergunta mais importante deste momento não é quem vencerá essa disputa política.

A pergunta é outra.

Quando a leitura da CPI terminar, quem realmente estará disposto a colocar Assis em primeiro lugar?

Porque, quando toda essa crise passar, continuaremos vivendo na mesma cidade.

E ela continuará sendo de todos nós.

#SomosAssis


Rodrigo de Souza: O futuro de Assis será construído por quem colocar a cidade acima das diferenças.

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