Luana Guimaraes Panuci viveu momentos de desespero após sua filha, Paolla Guimaraes Panuci, de apenas 9 anos, apresentar sintomas de muito vômito e diarreia, na terça-feira passada, 06 de junho. A barriga da menina começou a inchar significativamente e a dor era intensa. Bastante preocupada, a mãe levou a filha para o Unidade de Pronto Atendimento - UPA de Assis, onde, segundo aponta, houve descaso e negligência, já que o médico plantonista não teria examinado a menina, sequer levantando-se da cadeira, mas apenas recomendando o uso de florax e remédios para gases. Segundo ele, os sintomas desapareceriam em até sete dias.
No entanto, a situação de Paolla só piorava e não era possível aguardar, impassível. Na quarta-feira, 07, a menina foi levada à UBS Maria Izabel, mas também não teria sido atendida corretamente. Somente no dia seguinte, após muito insistir, Luana conseguiu que a filha realizasse um exame de sangue e fosse encaminhada à Santa Casa de Assis, onde houve toda a atenção possível à garotinha. A tomografia confirmou uma possível obstrução intestinal, porém não era possível identificar a causa.
A luta de Luana para que a filha recebesse o tratamento adequado continuou. A equipe médica solicitou a presença de um cirurgião pediátrico e uma UTI neonatal para o pós-cirúrgico. Porém, Marília não tinha disponibilidade para atender a demanda e a Santa Casa de Assis precisou requerer uma vaga de emergência, em Bauru, haja vista a gravidade e urgência do caso.
Em Bauru, o cirurgião constatou que a menina estava com o apêndice inflamado e com quase um litro de pus na barriga, bem como fezes, o que poderia ter resultado em uma infecção generalizada e óbito. A mãe acredita que, caso o diagnóstico tivesse sido correto desde o início, na UPA, muita dor e sofrimento poderiam ter sido evitados.
Luana está com a filha, na UTI, e garante que vai lutar por justiça. Ela alerta para a importância da fiscalização e qualidade do atendimento médico.
A pequena Paolla ainda não tem previsão de alta, pois passou por uma cirurgia de apêndice, grau cinco, e a recuperação é mais lenta
A mãe critica a falta de especialista em cirurgia infantil em Assis e frisa que, diante a situação da apêndice, a filha poderia ter morrido, caso esperasse a "eliminação de gases", apontada pelo médico da UPA local.

A pequena Paolla se recupera em UTI pediátrica, em Bauru (foto cedida pela mãe)
UPA
Em contato com o médico coordenador da UPA de Assis, Gustavo Navarro Betõnico, houve a alegação de que a menina passou por lá nos dias 6 e 8 de junho, e, encaminhada à Santa Casa de Assis.
“Já foi realizada a busca e avaliação do atendimento. A criança foi atendida na UPA, avaliada, e, após o diagnóstico, encaminhada via Central de vagas para a Santa Casa de Assis, referência da UPA para pediatria”, resumiu.
SANTA CASA
Não houve nenhuma reclamação da mãe sobre a Santa Casa de Assis, contudo, a reportagem contatou a unidade para esclarecer a questão do encaminhamento da criança para Bauru, onde permanece internada, em UTI.
Segue a nota de esclarecimento:

© Toda reprodução desta notícia deve incluir o crédito ao Abordagem, acompanhado do link para o conteúdo original.