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Acusado de atirar no rosto de homem após fingir conversa de paz será julgado nesta quarta em Assis

Vítima sofreu múltiplas fraturas na face; julgamento começa às 9h, no plenário da Câmara Municipal.

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Acusado de atirar no rosto de homem após fingir conversa de paz será julgado nesta quarta em Assis

Um crime marcado por uma suposta vingança, uma conversa que parecia ser de reconciliação e um disparo de arma de fogo que atingiu o rosto da vítima será levado ao Tribunal do Júri nesta quarta-feira, 14 de outubro, a partir das 9h, no plenário da Câmara Municipal de Assis. O réu Thiago Costa da Silva será julgado pela acusação de tentativa de homicídio qualificado contra Tiago Carlos Lacerda Ramos, em um episódio ocorrido em abril de 2025, no bairro Vila Boa Vista.

O julgamento será presidido pelo juiz de Direito Bruno César Giovanini Garcia. A acusação ficará a cargo do promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga, representante do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), enquanto a defesa do réu será realizada pelo advogado Sérgio Mendes.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime aconteceu no dia 2 de abril de 2025, por volta das 21h30, no bairro Vila Boa Vista, em Assis.

Segundo a acusação, Thiago Costa e Tiago Carlos já se conheciam e haviam se desentendido aproximadamente dois meses antes do episódio. A discussão teria evoluído para agressões físicas entre ambos. Na ocasião, o denunciado teria ameaçado a vítima, afirmando que a situação não ficaria daquela maneira.

Na noite do crime, conforme o Ministério Público, Thiago foi até a residência de Tiago Carlos portando uma arma de fogo. Depois de estacionar o veículo em uma rua paralela, chamou pela vítima, que inicialmente demonstrou resistência em recebê-lo, afirmando que não queria confusão.

O acusado, segundo a denúncia, teria adotado uma postura conciliadora, dizendo que também não desejava problemas e que pretendia apenas conversar.

Acreditando que se tratava de uma tentativa de entendimento, Tiago Carlos abriu o portão da residência.

Foi nesse momento, conforme a acusação, que Thiago revelou a arma de fogo que carregava. Ao perceber o perigo, a vítima tentou retirar a arma das mãos do homem, mas acabou atingida por um disparo no rosto.

O tiro provocou lesões graves e múltiplas fraturas na face. Conforme o laudo de exame de corpo de delito citado na denúncia, o projétil ficou alojado na região retroauricular esquerda, próxima à parte posterior da orelha.

Após o disparo, o acusado teria deixado o local rapidamente, enquanto Tiago Carlos, gravemente ferido, ainda conseguiu gritar por socorro antes de perder a consciência.

A vítima foi socorrida por terceiros e encaminhada para atendimento médico. Segundo o Ministério Público, a rapidez do socorro foi determinante para evitar sua morte.

A denúncia também aponta que a movimentação do acusado foi registrada por câmeras de segurança instaladas em imóveis vizinhos. Posteriormente, ao recuperar a consciência no hospital, Tiago Carlos identificou Thiago Costa como o autor do disparo.

Ministério Público aponta vingança e dificuldade de defesa

O Ministério Público denunciou Thiago Costa da Silva por tentativa de homicídio qualificado, sustentando que o crime teria sido motivado por vingança relacionada aos desentendimentos anteriores entre os envolvidos.

A acusação também considera que o denunciado teria utilizado um recurso que dificultou a defesa da vítima, ao simular uma conversa pacífica para convencê-la a abrir o portão da residência.

O réu responde por tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, conforme o artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, combinado com o artigo 14, inciso II, do Código Penal.

Julgamento será realizado na Câmara Municipal de Assis

A sessão do Tribunal do Júri terá início às 9h desta quarta-feira (14), no plenário da Câmara Municipal de Assis, sob a presidência do juiz de Direito Bruno César Giovanini Garcia.

O Ministério Público será representado pelo promotor de Justiça Fernando Fernandes Fraga, responsável pela acusação. A defesa de Thiago Costa da Silva será conduzida pelo advogado Sérgio Mendes.

Durante o julgamento, os sete jurados que integram o Conselho de Sentença deverão analisar as provas reunidas durante a investigação e a instrução processual, além dos argumentos apresentados pelo Ministério Público e pela defesa.

Caberá aos jurados decidir sobre a responsabilidade criminal do acusado e as circunstâncias do crime submetidas ao julgamento. Em caso de condenação, a definição da pena será de responsabilidade do magistrado que preside a sessão.

O processo tramita na Justiça de Assis sob o número 1504409-27.2025.8.26.0047.

As informações referentes à dinâmica do crime foram extraídas da denúncia apresentada pelo Ministério Público. O réu tem assegurados o direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.

O Portal Abordagem Notícias acompanha o caso, que terá um novo capítulo nesta quarta-feira, quando os jurados serão chamados a decidir sobre uma acusação de tentativa de homicídio que deixou a vítima gravemente ferida.

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