De acesso à internet e uso de aplicativos, passando por
ofertas e compras por redes sociais, e até benefícios previdenciários. Estes
são alguns assuntos abordados no novo levantamento do Procon-SP, a terceira
edição da pesquisa de hábitos de consumidores com 60 anos ou mais. A consulta é
divulgada nesta semana quando se comemora o Dia Internacional da Pessoa Idosa
(1º de outubro).
Envolvendo 812 consumidores dessa faixa etária, mais de 78% dos participantes
informaram receber ofertas de produtos ou serviços em suas redes sociais e
telefone, sendo que apenas 29% compram por esse meio. Entre os que informaram
que compram, mais de 69% tiveram problemas - tais como atraso ou não entrega do
produto, a empresa alegar não pagamento ou até mesmo ser uma empresa
"fantasma", falta de atendimento humanizado.
Acompanhe o relatório completo com metodologia, perfil dos participantes,
gráficos e mais informações, Aqui.
Dificuldades com apps
Ao serem perguntados se possuíam celular com acesso à internet e aplicativos,
96% afirmaram positivamente; mas quase 54% afirmaram que, em alguma ocasião,
deixaram de contatar ou comprar por que a empresa trabalha só por meio de
aplicativo.
Entre as principais causas para essas dificuldades: a usabilidade do
aplicativo, a necessidade de reconhecimento facial, e também do próprio
conhecimento com a tecnologia, já que viram muitos passos para concluir o
cadastro ou tiveram erro durante o processo.
As edições anteriores, feitas em 2024 e 2025, também indicaram amplo acesso à
internet e aplicativos e, ao mesmo tempo, relatos de dificuldades para o
contato com as empresas e para a compra de produtos ou serviços quando o
aplicativo é o único canal disponibilizado. Os resultados mostram que as
empresas e instituições precisam desenvolver meios para garantir que o público
com mais de 60 anos tenha um acesso efetivo e de forma autônoma.
Benefícios previdenciários e crédito consignado
Do total de consumidores que responderam às questões, 79% eram aposentados ou
pensionistas. Neste grupo, quase 25% já identificaram algum desconto não
autorizado referente à entidade associativa no benefício do INSS; e quase 18%
declararam já ter ocorrido débito de empréstimo consignado não contratado.
Ainda sobre crédito consignado, 39% já tiveram um empréstimo consignado
renovado (ou refinanciado) sem a sua autorização ou sem ter clareza sobre a
contratação. E a dificuldade para conseguir cancelar ou contestar a operação
foi reportada por quase 89% dos participantes do levantamento.
Sobre a pesquisa
Respondido espontaneamente por 812 consumidores com 60 anos ou mais entre 20 de
julho e 17 de agosto, o questionário ficou disponibilizado no site da Fundação
e também foi aplicado no Posto de Atendimento Pessoal do Procon-SP da Liberdade
e em Centros de Referência do Idoso (da Secretaria Municipal de São Paulo).
Os resultados da iniciativa, que acontece anualmente desde 2024, constituem
indicadores importantes que permitem identificar situações e dificuldades
recorrentes no grupo pesquisado e podem subsidiar ações de orientação, educação
para o consumo e novos estudos sobre o tema.
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