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ASSIS-SP

Caso Pedro Militino: acusado de homicídio é julgado nesta quarta-feira, 30

Crime ocorreu em janeiro de 2025, na zona rural de Assis.

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Caso Pedro Militino: acusado de homicídio é julgado nesta quarta-feira, 30

O Tribunal do Júri de Assis julga nesta quarta-feira (30) S.F.S.B., acusado da morte de Pedro Militino da Costa, de 61 anos. O crime ocorreu na noite entre os dias 27 e 28 de janeiro de 2025, na zona rural do município.

O caso foi noticiado à época pelo Portal Abordagem Notícias, que acompanhou os primeiros desdobramentos da ocorrência. Pedro foi encontrado morto na manhã do dia 28 de janeiro, dentro de seu Hyundai HB20S prata, em um matagal na região do Cervinho. O corpo apresentava hematomas e marcas de pancadas na cabeça.

Pedro morava em uma chácara na mesma região. Conforme apurado pelo Abordagem Notícias na ocasião, ele havia saído de casa na noite anterior e seu desaparecimento foi registrado pela companheira na manhã seguinte. Horas depois, o veículo foi localizado com o corpo em seu interior.

Acusação aponta homicídio qualificado

Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, S.F.S.B. responde por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e utilização de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.

Segundo os autos do processo, Pedro e sua companheira, Bruna Rafaele Borges de Ramos, residiam em uma chácara em Assis. A denúncia relata que, na data dos fatos, o réu teria ido até a propriedade acompanhado de outras pessoas após um desentendimento envolvendo integrantes do grupo.

Ainda de acordo com a acusação, S.F.S.B. teria se dirigido ao local levando um taco de beisebol e um soco inglês. Ao chegar à chácara, teria gritado em frente ao portão, atingido a estrutura e arremessado pedras contra a residência. Na sequência, conforme descrito pelo Ministério Público, ele teria danificado a caixa de energia elétrica do imóvel, interrompendo o fornecimento de energia, e deixado o local.

Perseguição terminou em área rural

A denúncia aponta que Pedro decidiu seguir o veículo ocupado pelo acusado e pelas demais pessoas. O réu teria percebido que estava sendo acompanhado e orientado o motorista a acelerar.

Em determinado momento, o grupo entrou em uma rua sem saída. Segundo o Ministério Público, houve uma tentativa de despistar Pedro entrando em uma plantação, desligando o motor e apagando os faróis do veículo.

A estratégia não teria funcionado. Ainda segundo a denúncia, S.F.S.B. aguardou a aproximação do automóvel conduzido por Pedro. Quando o carro da vítima atingiu um desnível na área rural e parou bruscamente, o acusado teria desembarcado, se aproximado da porta do passageiro e entrado no veículo.

Conforme sustenta a acusação, foi nesse momento que ocorreu a agressão que resultou na morte de Pedro. O Ministério Público afirma que o réu teria desferido diversos golpes com o taco de beisebol e com o soco inglês contra o rosto da vítima.

A denúncia também relata que duas mulheres que estavam no local teriam gritado para que as agressões fossem interrompidas, mas, segundo a acusação, os golpes continuaram. As lesões sofridas por Pedro foram apontadas como causa de sua morte.

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Pedro teve trajetória na comunicação e no comércio

Além de atuar como motorista de aplicativo na época de sua morte, Pedro Militino da Costa teve uma trajetória ligada à comunicação, ao comércio e à cultura.

Conforme levantamento feito pelo Abordagem Notícias após sua morte, ele havia sido vice-presidente do Conselho Municipal de Segurança Pública de Paraguaçu Paulista, trabalhou como radialista em Paraguaçu Paulista e na Rádio FEMA, em Assis, além de ter atuado como corretor de imóveis e proprietário de uma livraria.

Pedro também trabalhou como produtor do Mapa Cultural Paulista, na Abaçaí Cultura e Arte. Era casado e deixou dois filhos de um relacionamento anterior. Na ocasião do crime, o Abordagem Notícias chegou a conversar com um dos filhos, que residia em Santa Catarina e tentava compreender o que havia acontecido com o pai.

Jurados decidirão o caso

No julgamento desta quarta-feira, o Conselho de Sentença deverá analisar as provas produzidas no processo e as teses apresentadas pela acusação e pela defesa para decidir sobre a responsabilidade criminal do réu e sobre as qualificadoras atribuídas ao homicídio.

Atuará como assistente de acusação o advogado João Carlos Merlim. A defesa de S.F.S.B. será feita pelo advogado Tério Alves dos Santos Júnior.

As informações sobre a dinâmica do crime correspondem à versão apresentada pelo Ministério Público na denúncia e serão submetidas à apreciação dos jurados. A defesa terá a oportunidade de apresentar sua versão e suas teses durante o julgamento.

O Portal Abordagem Notícias, que acompanha o caso desde a localização do corpo de Pedro Militino, em janeiro de 2025, acompanhará também o Tribunal do Júri e trará novas informações e o resultado do julgamento.


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