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ACIDENTE EM RODOVIA

Corpos de família de Cândido Mota seguem no IML após explosão na BR-163

Quatro corpos foram encontrados no mesmo veículo da família; identificação formal ainda é aguardada

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Corpos de família de Cândido Mota seguem no IML após explosão na BR-163

Os corpos do engenheiro agrônomo e pesquisador científico Sergio Doná, do pai, José Doná, da mãe, Natalina Perbelini Doná, e da irmã, Ana Maria Doná Marques, permanecem no Instituto Médico Legal (IML), em Mato Grosso do Sul, onde são realizados os procedimentos necessários para a identificação formal das vítimas do grave acidente ocorrido no último domingo, 16, na BR-163, em Bandeirantes.

Sergio Doná, segundo informações obtidas pela reportagem, já foi identificado, na terça-feira (18) por meio da arcada dentária.

A primeira informação sobre quem eram as vítimas foi repassada em primeira mão ao portal Abordagem Notícias pela assessoria de comunicação da Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo (APqC). A entidade também divulgou uma nota de pesar pela morte de Sergio. No comunicado, informou que o pesquisador viajava com o pai, a mãe e a irmã para o casamento de um dos irmãos quando ocorreu a tragédia.

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Até então, o acidente havia ganhado grande repercussão nacional principalmente pelas imagens das explosões e da enorme coluna de fumaça às margens da rodovia, sem que se soubesse que quatro das vítimas pertenciam a uma família de Cândido Mota.

O delegado Antenor Batista da Silva Júnior, titular da Delegacia de Polícia Civil de Bandeirantes, confirmou à reportagem que as condições em que os corpos foram encontrados dificultaram os primeiros levantamentos. Inicialmente, a polícia acreditava que havia três pessoas dentro do veículo.

Já no IML, durante os exames, foi constatado que quatro corpos estavam no mesmo automóvel.

A família, natural de Cândido Mota, viajava em um Toyota Etios com destino a Ariquemes, em Rondônia, onde participaria do casamento do irmão de Sergio. O engenheiro agrônomo residia em Assis, deixa mulher e um filho. Os pais dele e a irmã, moravam em Campos Novos Paulista. 

As identidades foram informadas à reportagem pela APqC e também confirmadas por um primo de Sergio. Apesar disso, os corpos permanecem no IML até a conclusão dos procedimentos oficiais de identificação e posterior liberação à família.

Acidente deixou cinco mortos

Com a constatação de que havia quatro pessoas no Toyota Etios, o número de vítimas fatais do acidente chegou a cinco.

Até então, a única identidade oficialmente divulgada pela Polícia Civil era a de Valderlanio Daniel Santos, que dirigia outro automóvel envolvido na ocorrência. As circunstâncias da colisão e a responsabilidade pelo acidente seguem sob apuração.

Câmera registrou início da sequência de colisões

Imagens de uma câmera de segurança instalada em um dos caminhões registraram o momento em que um carro invade a pista contrária, atinge uma carreta e dá início a uma sequência de colisões.

Após o primeiro impacto, a carreta carregada com couro invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com outro caminhão, que transportava combustível.

Na sequência, os veículos pegaram fogo e ocorreram explosões de grandes proporções. O Toyota Etios em que estava a família Doná acabou atingido durante a sucessão de colisões.

As cenas do incêndio e das explosões se espalharam rapidamente pelas redes sociais e foram exibidas por veículos de comunicação de várias partes do país. Só posteriormente foi possível saber que quatro das pessoas que morreram eram de uma mesma família da região de Assis.

Sergio Doná tinha trajetória ligada à pesquisa regional

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Engenheiro agrônomo e mestre em Agricultura Tropical e Subtropical, Sergio Doná construiu sua trajetória profissional na pesquisa pública e no desenvolvimento da agricultura no Médio Paranapanema.

Na APTA Regional de Assis, unidade que também dirigiu, participou de pesquisas com mandioca, fruticultura, soja, milho e cana-de-açúcar, além de trabalhos de transferência de tecnologia voltados aos produtores rurais.

Em nota, funcionários e amigos da APTA Regional lembraram Sergio como uma pessoa agregadora, de coração afável, humilde e bom, sempre disposta a ajudar. A APqC também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e à comunidade científica.

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