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VI Festival de Dança Joshey Leão começa nesta sexta-feira em Assis

Evento segue até domingo com apresentações, oficinas e atividades formativas; entrada é solidária

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VI Festival de Dança Joshey Leão começa nesta sexta-feira em Assis

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VI Festival de Dança Joshey Leão começa nesta sexta-feira em Assis

Evento segue até domingo com apresentações, oficinas e homenagem ao bailarino assisense

Assis recebe, a partir desta sexta-feira, 14 de agosto, o VI Festival de Dança Joshey Leão, evento que celebra a trajetória de um dos grandes nomes da dança brasileira, nascido no município. A programação segue até domingo, 16, com apresentações, oficinas, atividades formativas e uma exposição dedicada à história do artista.

O festival é realizado pela Prefeitura Municipal de Assis, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, em parceria com o Balé Isabel Gusman. Além de preservar a memória de Joshey Leão, a iniciativa promove o encontro entre diferentes gerações e abre espaço para a formação e valorização de novos talentos da dança.

Entre os destaques está a participação de Gabriel Barbosa, bailarino assisense que integra o Hamburg Ballet, da Alemanha. De volta à cidade natal, ele ministrará oficinas e também participará das apresentações.

Ingressos e entrada solidária

Os ingressos começaram a ser distribuídos na terça-feira (11) e podem ser retirados no Teatro Municipal de Assis, em horário comercial.

A entrada será solidária. O público que puder colaborar é convidado a levar um litro de leite.

O VI Festival de Dança Joshey Leão acontece nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no Teatro Municipal de Assis.

De Assis para os palcos de São Paulo

A história de Joshey Leão ajuda a dimensionar a importância da homenagem. Um recorte de reportagem datado de 17 de abril de 1983, atribuído ao jornal O Estado de S. Paulo, registra detalhes de uma carreira que começou ainda na juventude e atravessou mais de três décadas.

Nascido em Assis, em 1938, Joshey iniciou sua trajetória artística em 1946, quando estreou como sapateador. Três anos depois, recebeu seu primeiro prêmio, concedido pela Academia de Artes de São Paulo, então presidida por Monteiro Lobato, como revelação do ano.

Em 1950, passou a atuar como primeiro bailarino no Teatro Permanente de Ballet, de Maria Carmen Brandão. A reportagem da época destaca que Joshey se tornou um dos bailarinos conhecidos dos balés de São Paulo e participou de sucessivas temporadas.

Em 1956, formou-se como bailarino clássico pela Escola Municipal de Bailado. Vieram então novas premiações e, em 1958, foi convidado por Vaslav Veltchek para atuar como primeiro bailarino do Teatro Municipal de São Paulo. Dois anos depois, tornou-se professor da Escola Municipal de Bailado.

A carreira continuou avançando durante a década de 1960. Em 1967, Joshey fundou a própria escola, que dirigiu durante anos. Mesmo quando se afastou das apresentações públicas, permaneceu ligado à dança, dando aulas e estudando.

Morreu fazendo o que amava

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Registro fotográfico que ficava no hall de entrada da Escola de Bailados Joshey Leão (Foto: Rede Social)

Joshey Leão morreu em 17 de abril de 1983, aos 45 anos, em São Paulo. Segundo o relato publicado à época, ele passou mal por volta das 16 horas enquanto ensaiava na Escola Municipal de Bailado. Foi socorrido e levado ao Hospital Municipal, mas morreu cerca de uma hora depois.

Naquele período, preparava com a bailarina Katia Dias o balé da ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, que seria apresentado no mês seguinte com a Orquestra Sinfônica. O espetáculo marcaria seu retorno ao Teatro Municipal.

O recorte jornalístico registra ainda uma lembrança marcante de colegas do bailarino: Joshey teria morrido como sempre sonhou, “dançando”.

Seu corpo foi levado posteriormente para Assis, sua cidade de origem.

Mais de quatro décadas após sua morte, o nome de Joshey Leão permanece ligado à dança e retorna aos palcos de sua cidade natal por meio de um festival que reúne memória, formação artística e novas gerações de bailarinos.

As informações históricas sobre a trajetória e a morte de Joshey Leão foram obtidas em recorte de reportagem datado de 17 de abril de 1983, atribuído ao jornal O Estado de S. Paulo.

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