
Jornalista critica sugestões de Sindicato Municipal
Ele é contra corte de recursos da educação, venda de imoveis e aumento de impostos

O jornalista e radialista Nelinho Moraes afirma estar indignado e ser totalmente contrário as propostas feitas pelo sindicato dos servidores ao prefeito municipal de Assis, para que Ricardo Pinheiro pudesse arrecadar dinheiro e ter como conceder um reajuste salarial aos funcionarios da municipalidade.
Nelinho afirma que tomou conhecimento pela imprensa de que o sindicato sugeriu o aumento de receitas oriundo do aumento de impostos e demais tarifas, além da venda ou entrega de imoveis de propriedade da Prefeitura para a AssisPrev (Previdencia Municipal) e a redução dos investimentos na area educacional, onde se encaixariam a paralisação das obras de construção do novo predio da escola Maria Clélia e das reformas do Thomas Menk.
Segundo ele, tratam-se de propostas absurdas e sem nenhuma explicação, uma vez que a população já não suporta mais impostos, a educação necessita destes novos predios e a Prefeitura, ao menos que tivesse em seu comando alguem louco, poderia concordar em vender ou doar predios e depois ter que pagar alguel para poder continuar atendendo a população. Mesmo afirmando que outras alternativas precisam ser encontradas para buscar recursos que possam propiciar o atendimento das justas reivindicações dos servidores, Moraes entende que infelizmente o sindicato da categoria está agindo politicamente e ao mesmo tempo erradamente, quando apresenta tais propostas: “Duvido que seja encontrado algum cidadão assisense, que realmente ame a nossa cidade que concorde com tais propostas, pois se acaso eu não soubesse que são reais, eu pensaria que se tratava de uma piada e uma piada de muito mau gosto”, disse.
Outro fato lembrado por Nelinho é quanto a participação de muitos vereadores nos atos e sempre ao lado do sindicato. Segundo ele, esta luta dos vereadores deveria ter se iniciado, já no final do ano passado quando foi encaminhado pela Prefeitura para a Câmara a proposta de orçamento para este ano, sem qualquer precisão de reajuste salarial ao funcionalismo: “Este foi mais um erro, pois esta luta que agora esta acirrada deveria ter tido a sua discussão iniciada no ano passado, pois já nos estudos para o orçamento 2016 não havia a previsão de reajuste salarial”, entende.
Mesmo afirmando que defende a apoia as reivindicações dos servidores, ele enfatiza que ate tais propostas apresentadas até o momento pelo sindicato não tem cabimento e nem razão de ser, pois não possuem qualquer viabilidade. Ao mesmo tempo, Nelinho Moraes pede aos dirigentes do sindicato e tambem aos vereadores que comecem a agir pensando nos servidores municipais e não apenas em bandeiras partidárias: “Infelizmente o que estamos assistindo até o momento nesta briga aqui em Assis é um clima igual ao que hoje se vive em Brasilia, onde as intenções partidárias estão sempre falando mais alto e o povo, que é quem realmente interessa é deixado para segundo ou terceiro plano”, desabafa.
Nelinho conlui afirmando que toda manifestação, cobrança ou movimento grevista é legitimo, mas que porém, ele não pode concordar em momento algum com acontecimento como é o caso de que “quando bandidos e marginais se infiltram em seu meio”. Nesse ponto, ele se refere a agressão sofrida esta semana pela vice prefeita de Assis, a doutora Lenilda, que teve até mesmo um ovo de galinha atirado contra ela, durante uma manifestação do movimento grevista dos servidores municipais.
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