Um júri popular de grande relevância será realizado na quarta-feira, dia 11, com início às 9 horas, no Fórum da Comarca de Assis. No banco dos réus estará Edson de Oliveira, de 50 anos, que na noite de 24 de agosto de 2018, atingiu a sua enteada, Ana Carolina da Silva Montolezzi, aos 17 anos de idade, com um tiro na testa.
A adolescente foi socorrida e morreu no dia seguinte, no Hospital Regional de Assis. A tragédia teve grande repercussão e abalou a comunidade local.
Na fatídica noite, Oliveira fugiu do local do crime, chegou a ser preso logo após o ocorrido, mas obteve liberdade provisória e passou a responder ao processo em liberdade.
De acordo com inquérito policial, no dia dos fatos o padrasto e a mãe da vítima haviam saído de casa, bem como Ana Carolina, que tinha ido passar o final de semana com o seu pai, Márcio Montolezzi, mas já havia retornado quando o casal voltou para pegar algo esquecido.
Ao chegar à residência, a mãe de Ana Carolina e o marido notaram uma luz apagada, o que levou a pensar que pudesse haver um invasor, já que haviam deixado acesas. A mulher permaneceu no carro, enquanto Edson entrou na casa. Percebendo movimentação em um dos cômodos, ele foi até quarto e pegou o revólver. Foi então que a adolescente, em uma suposta brincadeira, saiu do escuro e gritou, momento em que foi alvejada, de forma acidental.
Após o disparo, assustado, Edson fugiu do local levando a arma, que posteriormente foi encontrada na casa de um parente dele, em Cândido Mota. Ele foi detido pela polícia no anel viário de acesso a Assis. A arma foi apreendida e o caso registrado na Central de Polícia Judiciária local.
O júri, seis anos após o ocorrido
O julgamento de quarta-feira será presidido pelo juiz responsável pela Vara Criminal de Assis, Bruno César Giovanini Garcia. A defesa do réu será conduzida pelo advogado Alexandre Valverde e Marina Helou Giraldeli Toni, enquanto a acusação ficará a cargo do representante do Ministério Público deseignado para o caso, Fernando Fernandes Fraga.
A expectativa é grande em torno do desfecho desse julgamento, que busca esclarecer as circunstâncias da morte de Ana Carolina e promover a justiça.
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