Ataque à Igreja Católica em Tarumã levanta debates sobre intolerância religiosa
A moradora fez um vídeo onde compara a igreja a um prostíbulo e deixa planfletos
Na cidade de Tarumã-SP, um caso recente, divulgado neste final de semana (ontem), tem causado comoção entre os moradores. Uma mulher, auxiliada por um homem não identificado, gravou um vídeo ofensivo direcionado aos católicos, invadindo a Paróquia Santo André, igreja central do município. Ela não escondeu o rosto, e é uma pessoa bem conhecida na referida cidade, onde reside.
No vídeo, a moradora proferiu palavras fortes, equiparando a igreja a um prostíbulo e fazendo alegações controversas sobre a religião católica e os santos. Este ato, de acordo com o Código Penal Brasileiro, pode ser interpretado como crime de intolerância religiosa, sob o artigo 208, que penaliza escárnio público por motivo de crença religiosa.
O vídeo, divulgado no TikTok e amplamente compartilhado em grupos locais, provocou indignação. Muitos expressaram repúdio à falta de respeito demonstrada pela moradora em relação à Igreja Católica, considerando as declarações como ultrajantes e uma forma de "querer aparecer".
Um cidadão se pronunciou nas redes sociais, recebendo apoio de outros tantos que se sentiram ofendidos. Ele destacou a mudança abrupta de postura da mulher, anteriormente ligada a uma igreja evangélica, e expressou sua perplexidade diante das declarações tão agressivas.
A repercussão nas redes sociais nivela as opiniões, classificando veementemente o ato como desrespeitoso e sem sentido.
Em um dos trechos da gravação, a mulher expressa: "Hoje vim aqui na frente de um prostibulo, matriz da igreja católica da minha cidade...A gente sabe que aqui é o templo de onde vai sair a besta, mas o que muita gente não sabe é que estamos prestes a ver isso com os nossos proprios olhos...Vim deixar uns panfletinhos - sempre tive vontade de fazer isso aqui, pra quem, na hora que entrar, se deparar com eles, né?".
O padre responsável pela igreja recolheu os folhetos, em resposta ao ocorrido, e ainda não se pronunciou.
A comunidade busca compreender os motivos por trás do ataque à igreja local e reflete sobre as consequências legais que a protagonista do vídeo poderá enfrentar.
A própria mulher fez questão de gravar toda a ação, ajudada por um homem (no recorte do vídeo, os folhetos, cujo teor é desconhecido)
Momento em que os folhetos são colocados em uma mesa, dentro da igreja
Fonte: redação
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